sexta-feira, 25 de junho de 2010

Mais uma carta...

Ao despertar, um barulho abafado e longinquo de chuva. O frio invadia meu corpo junto com a brisa, que entrava pela janela sem ser convidada. Abrindo os olhos devagar, olhei em volta para me certificar, e estava sózinha.
Senti meu corpo dolorido, mas não por algo físico, e sim por questões da alma. A sensação vazia que senti ontem deixou suas marcas aqui, e sem força de vontade permaneci durante um tempo ali, no local do despertar.
Pensando virilmente no que estava se passando, mas não tentando entender, apenas repassando planos.
Em meio a pensamentos, sorrisos e caras feias, acabei vendo a mudança de mobilias dentro do meu ser. Como se uma grande tempestade estivesse passado por aqui, deixando suas marcas em uma escrita forte, abafando o que antes existia, e com isso tornando as mobilias mais duras, resistentes.
Hoje, diferente de dias atrás, eu não estou tentando lutar contra isso, eu quero que as mudanças venham, e com uma força imensa, dominando todo o meu ser. Pois sei que mesmo com as mudanças a essencia de minha alma continuará ali, para sempre.

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